Eu sinto saudade de quando o amor era escancarado, sem
vergonha como um sorriso de uma criancinha banguela. Saudade de quando se amava
simplesmente, sem guardar ou sufocar o que se sentia. Guardar porque os outros
não precisam saber ou precisar fechar porque não gosto que ele saia por aí
andando, se mostrando às pessoas. Quando se escreviam cartas, o amor escorria feito cachoeira nas palavras dos amantes. Escorria nos dedos furados de rosas surripiadas nos jardins da vida
para “meu eterno amor”. Sinto falta do romantismo das
serenatas, dos namorados nas praças e dos amassos no portão. É quando se é
criança ou se está crescendo que a gente verdadeiramente entende o que se chama
Paixão. Depois a gente só sabe o que é saudade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário