sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Saudade do amor

Eu sinto saudade de quando o amor era escancarado, sem vergonha como um sorriso de uma criancinha banguela. Saudade de quando se amava simplesmente, sem guardar ou sufocar o que se sentia. Guardar porque os outros não precisam saber ou precisar fechar porque não gosto que ele saia por aí andando, se mostrando às pessoas. Quando se escreviam cartas, o amor escorria feito cachoeira nas palavras dos amantes. Escorria nos dedos furados de rosas surripiadas nos jardins da vida para “meu eterno amor”. Sinto falta do romantismo das serenatas, dos namorados nas praças e dos amassos no portão. É quando se é criança ou se está crescendo que a gente verdadeiramente entende o que se chama Paixão. Depois a gente só sabe o que é saudade.

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